segunda-feira, 14 de março de 2016

Detesto coisas que não entendo!

É segunda-feira outra vez. Guess what? I’m tired. Again!
Foi um fim-de-semana positivo… mas de alguma forma (inconscientemente) introspectivo. 

Isto porque o cerco da sociedade a dois faz-me muita pressão e opressão.  
Faz-me sentir sozinha e (um bocadinho de nada) marginalizada. Faço parte da minoria onde quer que esteja (no meio envolvente). 

Apesar de muitas vezes parecer que estou sozinha porque há uma conspiração cósmica contra mim, não é de todo verdade. Se for racional, vejo que sou eu que opto por estar sozinha. Por ser assim. Eu.
Sou eu que defino as minhas prioridades e o meu bem-estar acima de quase tudo. E o meu bem-estar passa por fazer o bem aqueles que eu gosto. O meu bem-estar passa por estar com a família, com amigos, ou no abraçar projectos que a maioria não entende. 
Mesmo que a sociedade me persiga. Mesmo que alguns dedos me sejam apontados, alguns risos de troça me sejam dirigidos e que algumas lágrimas caiam por mim… eu sei que não sei ser de outra maneira. 

Não sei estar pela metade. Não sei ser metade. Sou inteira e vejo que isso me prejudica. Digo demais. Preocupo-me demais e ignoro demais... mas não posso ser menos comigo mesma só porque a sociedade não está moldada para mim. Mesmo que me limite.  

Só não entendo porque às vezes me sinto mal por ser assim. Ou porque o olhar e a opinião de alguns me consuma e me obrigue a escrever ou justificar-me interiormente.

E tu? Porque é que tu me afectas mais que toda a gente eu não entendo. E porque me exponho para que gostes de mim? Há uma necessidade em mim para que me aceites. Deixas-me com um humor de cão. 

quarta-feira, 9 de março de 2016

I hope they have pepperoni pizza

"Quem te avisa teu amigo é!"
Alguns nem meus amigos eram e avisaram-me. Deveria ter desconfiado que, nem que fosse difícil de ver, a verdade estava lá. E o tempo foi passando e a verdade apanhou-me e deu-me um pontapé na cabeça e outro no cu. E dói-me! Dói-me muito.

Depois do desejo profundo de ser alcoólica, vem o desejo profundo de ter sido balconista, costureira, ou até quem sabe empregada a dias na casa de um Moedas qualquer. De ter marido e filhos e contas para pagar.

Não há luz ao fundo do túnel. 'We're all doomed'

Sinto-me sentada no recreio sozinha... a brincadeira acabou! E agora o que faço sozinha?


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Do not go gentle into that good night


Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.

Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.

Good men, the last wave by, crying how bright
Their frail deeds might have danced in a green bay,
Rage, rage against the dying of the light.

Wild men who caught and sang the sun in flight,
And learn, too late, they grieved it on its way,
Do not go gentle into that good night.

Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.

And you, my father, there on the sad height,
Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.

by Dylan Thomas

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

the greatest

É segunda-feira. Sinto-me cansada. Foi um fim-de-semana cheio. Organizamos um espectáculo bonito. Fizemos jus à nossa cultura, ao nosso património intelectual.
Passei tempo com os meus irmãos. É o amor que mais me enriquece a alma.
Foi um fim-de-semana perfeito senão (não há bela sem ele): 1º fui multada... culpa da minha distracção e na minha incapacidade de tomar conta de um carro, não o levei à inspecção em tempo útil; 2º Tenho o amor próprio ferido, acho que a minha personalidade irrita o moço.
É segunda-feira. Não se faz!



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Don't chase people.

Vim aqui várias vezes e nada me fluiu. Nada de concreto, que consiga expressar. Há uma certa ansiedade/ negação. Há decepção. Uma lágrima fácil. Uma irritação mais acentuada. Sinto-me um desenho-animado que anda ás voltas e ás voltas no mesmo sítio: eventualmente o chão cede ou eu canso-me.

Tenho precisado de sonhar acordada para me sentir confortável nos dias que passam por mim. Sinto o cheiro de alguma instabilidade que não tinha. 
Depois de respirar, a ansiedade dá um passo atrás... e ponho na minha mente a parte boa. As amizades que ficam, que são minhas e me fazem tão bem. Pessoas que vamos descobrindo que se vão descobrindo connosco e eu com elas. Como banda sonora dos nossos dias. Ficam, fazem-nos rir, aconchegam e aquecem-nos o coração.

E nos pratos da balança que vão oscilando, os dias vão passando. Uns dias quentes. De risos altos e óculos de sol. Dias frios. De filmes e pipocas. 
Eu sou Balança com ascendente em Balança. E mesmo acreditando uns mera 0.0001% nisto, na chamada astrologia, acho que os pratos das minha balança tem um limite de detecção perto dos 5-20 MHz... tudo me faz vibrar. É uma chatisse e uma canseira. 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Brooklyn... broke me nothing

Acabei de ver Brooklyn. Acabei com as minhas unhas. Tudo roído. Queria que ela tivesse ficado com o Irlandês. Creio que não entendo nada do Amor e roí as unhas por isso. Não mexeu miseravelmente comigo. Não fez mossa. Mas é bonito. Ela é bonita. Ela carrega uma força incrível nos olhos de menina.
Mas... Brooklyn... broke me nothing!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

"Dlim, dlão, cabeça de cão, orelhas de burro no teu coração."

Quando a nuvem cinzenta da insatisfação paira sobre a minha cabeça, deixa-me os olhos semicerrados. Imprime em mim um botox temporário, também designado por tromba. E cala-me o humor.

Depois existem as pedras no sapato da vida. E as esperanças do mundo do cinema. Que também são pedras nos sapatos nos dias mais crus. 

E o pior de tudo são as mentiras que dizemos. Está tudo bem! Ás vezes é uma mentira tão grande que sinto os narizes a baterem uns nos outros de tanto que crescem. 
Talvez o calor venha aquecer-me o coração e as vontades. Hoje. Hoje ficava num baloiço a fumar um cigarro e a ouvir música melancólica.