terça-feira, 1 de maio de 2012

vento norte

Hoje fui ver o mar, sentei na areia, fiz uma tartaruga, desenhei carinhas e vi o meu sobrinho correr de alegria por ver a "aqua gande". A praia do Cabedelo de Viana é o meu ponto de referência de qualquer avaliação que faça a outra praia... foi ali que passei férias até aos meus 12 anos, é ali que sorrio sempre que a olho, é a minha praia, a praia dos meus irmãos, a praia da família e dos amigos. É tão intrínseca a todos, que mesmo os meus irmão levam para lá os filhos e fazem-nos gostar dela, com as mesmas brincadeiras que nos fizeram apaixonar por aquele sitio de céu muito azul, de horizonte branco, de areia fina e vento norte que nós faz encolher em dias de frio. 
Depois de umas corridas e de ter areia em todo o lado fomos ao mítico aquário, o bar que sempre existiu, sempre nos mesmos contornos... toda a logística do bar (surfista) continua igual, foram variando ao longo dos anos as mesas, já foram redondas, já foram em vidro, já foram em madeira e agora são brancas, como os barcos... está acolhedor como sempre, ficamos quentinhos lá dentro!
É tão bom saber que crescemos de sorriso em sorriso, dá tanto conforto! Essa felicidade dá-nos algumas bases para sabermos querer ser felizes, mas também alimenta essa sede de lá chegar e ás vezes atropelamos algumas coisas com o intuito de lá chegar mais depressa e pumbas, caímos pelo caminho e não chegamos lá, e depois tudo parece que nos cai em cima de tal forma que ficamos com amolgadelas para sempre, e para sempre é muito tempo.
Mas também temos de ter amolgadelas para saber que existimos, para o bem e para o mal... ai Viana, parecia tudo bem mais límpido como os ares de Inverno ensolarado.. mas, afinal havia outra!



segunda-feira, 30 de abril de 2012

estes dias entupidos

Segunda-feira com um pé no feriado e o outro pé numa constipação que me lava ao nariz um lenço de 30 em 30 segundos... Haaaaaa, maravilhoso ar que respiro (pela boca) de um feriado dedicado a mim que agora sou trabalhadora do tipo verde, em todos os sentidos: novo, tenro e a recibos!
atximmmmmmmmmmm... saúde!


quinta-feira, 26 de abril de 2012

ansiedade, não me deixeis ir!

«Tenho que prender a ansiedade bem dentro do peito, ou perco o controlo e fica tudo desfeito»


quarta-feira, 25 de abril de 2012

tempos sem som

Digamos que, sinto que não sinto mas que deveria sentir certas e determinadas coisas, como o facto de ser 25 de Abril e eu saber que não vi, não lutei nem sei o que significa o lutar contra opressão e a censura. Não sei o que é fugir e estar na fronteira escondida porque falei de mais e a PIDE tem assuntos pendentes comigo...não sei realmente, parece-me tão irreal que parece tudo vindo de um livro (dos bons) as aventuras do meu pai e a sua vida clandestina da época! Só conheço esse sentimento através dos livros e das palavras dos meus pais, da minha avó e dos filmes, relatos de um tempo triste que foi vivido por pessoas tão reais como a nossa família... talvez por essa falta de presença de todas as gerações seguintes que estejamos a viver em águas sinuosas que levam alguns a gritar em modo mute a palavra fascismo... o meu pai diz que o modo mute não tarda ganha contornos de sussurro e que de sussuros passam a motim. Eu cá para mim e para os meus botões não sei não... se continuamos em queda livre sem consciência social vamos embater, é certo! Enquanto que uns apostam que não somos o titanic e vamos continuar à tona, outros afirmam que o iceberg já esteve mais longe...e sim, depois do iceberg veio o motim!
Eu sei que eu não sei o que é sentir esse "salve-se quem puder" e não sei o que é falar em modo mute, digo sempre o que quero mesmo que a seguir me sinta mal com o que disse, mas sei que a esta altura do campeonato era uma humilhação para uma sociedade que vive em modo HD voltar a caminhar em águas de desgraça social... 
O que sei verdadeiramente? Sei que é dia de ouvir Zeca Afonso, de sentir as palavras e de não querer voltar para trás!


segunda-feira, 23 de abril de 2012

e as almas são grandes, eu sei!

Há dias que as hormonas comandam os destinos do dia, o humor do momento e a apatia sentida. A mãe está em crise, deixa-a a estar, mandas a tua boca, até dás o teu ponto de vista mas sem emoção ou convicção, ou seja, mais valia estar calada, ou pomos tudo aquilo que somos quando contamos uma história ou definitivamente o eco das nossas palavras acaba no limiar da nossa boca, é lixo! E não é só a apatia, mas as nuvens brancas da estupidez, a falta de paciência para saber brincar, o querer falar com quem está numa inquietação de dor e desconforto, e nós sabemos, vemos o hábito das cruzadas tornarem-se em silêncios, mas não dá! Não há nada aqui neste 1,64m que esteja ligado ao ser humano, que queira ajudar, que queira opinar ou simplesmente queira fazer mais ou o mesmo que o costume. Há realmente dias assim, sem aquele brilho ou sem brilho nenhum, um cansaço de estar cansado... queria ajudar-vos, dizer-vos que sim, que é uma grande confusão, que eu não entendo mas gosto dos dois, mas sei que não sou eu que vos vou salvar, são vocês a olharem para vocês mesmos e perceberem o que querem do que criaram e deixaram cair ao chão, deixaram cair, choram os cacos e estão indecisos sobre quem os apanha, se vale a pena... O grande e mítico F. Pessoa dizia que tudo vale a pena se a alma não é pequena e eu vivo dessas palavras... ser, ter, sonhar implicam nós estarmos lá com tudo e neste momento vocês são metade daquilo que eu já vi, daquilo que ouvi e sei que existiu... Há dias que remar é tudo menos o desejo do momento, mas vá lá, não baixem os braços, pelo menos hoje, amanhã juro que vou tentar ajudar a levantar o que hoje não sou capaz! Não se encolham, sejam maiores que os medos e as dores ou isto da vida é uma palhaçada!


PS: Juro que não entendo como alguma mulher diz não ter TPM!?! Oh ser sortudo esse!



quinta-feira, 19 de abril de 2012

certo!


pequeno-almoço, momento mítico do dia

O pai e mãe (os meus) chegam à pastelaria, pedem o "costume" e o pai vai buscar o jornal desportivo. Chega o "costume" e o pai começa a comer o "costume" enquanto a mãe lê o desportivo. O pai termina de comer o "costume" a mãe da-lhe o desportivo e começa ela a comer enquanto o pai lê. A mãe acaba o pequeno-almoço o pai vai pagar, a mãe levanta-se. Dizem adeus à Ana e vão à vida deles. A Ana fica mais um pouco e pensa: fogo! Que lindos! Que amores! Que inveja!