terça-feira, 12 de março de 2013

Karma police, arrest this girl

Mergulhei de cabeça no trabalho e ao contrário da avestruz quero muito sacudir e desenterrar a cabeça. Quero voltar a ter tempo para os blogs, para o chat do gmail, para os almoços em alvoroço, para o lanche animado. 
Quero voltar a sonhar acordada!

Quero voltar a sentir-me, a estar lá inteira. 

Sou metade no café da manhã, cansada e com sono em atraso que me deixa calada. Sou um stress ao almoço, porque me falta fazer isto, aquilo e já estamos a meio do dia e... 
Há dias em que não lancho e nos que lancho o cansaço arruma-me das conversas animadas. Entro em casa com as 20h. Janto em poucas falas e vou descansar um cérebro que mesmo a dormir só pensa em gestão de tempo e multitasks... Para ajudar à festa a gripe não me larga. 

Belos tempos estes: karma's a bitch!




sexta-feira, 8 de março de 2013

route 66


Ontem dei por mim a não dar-me conta que tinha um objectivo, ou que tínhamos um objectivo. Dei por mim ausente de propósitos, dei por mim alheia ao que me propus, ou melhor, dei por mim incapaz de me lembrar do que prometi pensar, sobre o que me propuseste. 

Deitei-me com o sentido que hoje queria escrever sobre esses 10 minutos em que não estive consciente, sobre esses minutos em que me deixei ir.

Hoje já no carro não quis ouvir Jassie Ware e o seu Wildest moments, deixei o acaso guiar o meu momento musical de casa ao laboratório

Voltei lá, aos 10 minutos:
Estava eu na Route 66 de lenço ao pescoço, cabelo selvagem e baço do sol, do pó e da exausta e alucinante viagem que foi chegar ali, ao cadillac ranch
Jeans rompidos, rasgados, mais largos do que deviam ser, porque curtir é bem mais importante que comer. Camisola justa, a famosa manga cava de algodão, com vestígios de terra no branco que era suposto vestir-me. As All Star azuis, sujas, rotas, companheiras.
Sardas, muitas sardas: na cara, nos ombros, nos alvos fáceis do sol. O riso da aventura impresso nos lábios e o vazio de regras, sem objectivos, de sentidos abertos e muitos gritos de alegria… Just ride.
Etapa por etapa, da Califórnia a Chicago de braços no ar, de vento na cara, de cabelo solto, de liberdade em mim. O meu coração bombeava para aquilo, para os meus sentidos sugarem cada estimulo que a aventura fez em mim. De alma limpa!

Foram 10 minutos assim, em transe e fui dormir, se calhar a Amorim falou nisso e a minha vontade fez o resto. Hoje mudei de música, sem ter muita consciência, mas fiz-lo, voei novamente e quase tive um acidente com a distracção.

Mudam-se as vontades, mesmo que os tempos insistam em não o fazerem... sente-se o burburim da mudança para onde quer que olhe.

terça-feira, 5 de março de 2013

Shiver


«Querida S,

O mais difícil é queremos sem riscos. O mais difícil é viver sem medos. Depois vem o mais complicado: crer no chão onde vamos apoiar os pés, e realmente sentir que foi ali que assentar o mundo fazia sentido. Sei hoje onde acento o meu mundo e parte dele em pessoas diferentes. 

Com o mais difícil e o mais complicado entre mãos, parece que no fim dessa linha se avizinha uma palavra mais animadora, o que pode ser pior? Afinal tínhamos o pior, e o pior é perceber que o mais difícil e o mais complicado vivem em nós e naquilo que fazemos os outros reviver em nós.

Quando nos prendem a cara entre mãos e tentam contar-te que não és só tu que batalhas, que não és só tu que choras e danças sozinha. 

Quando me prendeu entre mãos e deixou o álcool libertar aquilo que sóbria nunca foi capaz, o meu mundo caiu-me. Quando o fizeste vi-te a tristeza e quis perder-me nela e ajudar-te a sair daquele sítio escuro. Pior que a minha dor é a dor de quem me está no meu coração, tu estás no meu coração S., como poucos.

Nunca mais o vou olhar da mesma maneira porque te magoou de uma forma que eu nunca o permitia se o soubesse, tu és inteira e ele demorou-se a valorizar. Se o soubesse nunca lhe tinha sorrido e o desejado para ti e para sempre e tu escondeste porque me conheces.

Nunca falas, nunca deixas cair os braços em mim, tu nunca baixas a cabeça na minha frente, tens medo que te veja mais pequena. Não, nunca, sabendo que nunca é muito tempo! 

É triste dançar sozinho, não ter um pedacinho de pele onde deleitar a mão, um pedacinho de calor onde encostar a cabeça. É difícil, complicado, pior e triste, mas dizem que é por um bem maior. 

Disseste para lutar, porque tu lutaste e vais conseguindo. Pediste-me para aprender a conquistar com aquilo que não tenho. Ri-me e tu não desististe dessa ideia, agarraste-me e disseste que eu não podia desviar o olhar. 

Pequenina eu não posso desviar o olhar, mesmo que me prendas a face nas tuas mãos, mas a verdade é que me deixo ir na maré, lutar não, por agora não o aguento e não me faz falta o amor, mesmo que digas que sim. 

Sempre fui de sonho fácil, cor-de-rosa, comédia romântica onde tudo é simples como o plantar da batata. Tu não, tu gostas de grandes narrativas, de aventuras fantásticas mas levas no coração a simplicidade. 

Nunca me vou superar essa coisa chamada insegurança, a lágrima fácil e sonho de um amor simples. Eu sou de impulsos e intensidade, tu não, tu és maior que eu, eu vejo-te assim e não me importo nada, fico feliz por saber-te tão bem e por ter-te no meu coração. 


domingo, 3 de março de 2013

weekend plus 1

Foi um fim de semana feliz. Um sábado feliz!
Contudo, porém e apesar de ter desejado ser invisível em alguns momentos. Contudo, porém e apesar de ter desejado ser surda a algumas conversas. Contudo, porém e apesar de ter desejado ser cega em algumas situações. Contudo, porém e apesar de me ter imaginado acompanhada, só para os outro não me imaginarem tão sozinha. As vezes pareço mais pequena por não ter "plus 1", mesmo quando estou de saltos... Contudo, fui feliz, foi um fim de semana feliz, um sábado feliz, pontualmente.


sexta-feira, 1 de março de 2013

panicar: é dia de seminário!

É vê-la a panicar. E vai, Freckles panica! Sente o frio na barriga e passa para o cérebro processar o momento. Cérebro processa e define: é só um seminário. Freckles respira. Volta tudo de novo e Freckles volta a panicar, e pensa no aproximar da hora. E vai! Sente calafrios e só quer saber respirar normalmente . Pensa numa música para relaxar, nada lhe ocorre. Panica porque lhe deu uma branca! São os nervos! Pensa novamente numa música e nada! Pensa em poses de poder e sabe que vai correr tudo bem! Não sabe mas diz a si mesma para não panicar o dobro. E vai... Vai à vida dela ensaiar o power point para não ser muito mau! (leia-se em forma de relato de futebol, tem muito mais piada). 

Esta tem um efeito positivo em mim!