segunda-feira, 20 de outubro de 2014



"Caiu-me a alma a uma latrina, preciso de um banho por dentro", João da ega in Maias



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

para o infinito e mais além

«Ser optimista e de bem com a vida é diferente de ser cego e emocionalmente burro. É levantar de todas as vezes que caímos e curar com tempo e paciência as nossas feridas. É conservar o riso, resgatar a alegria e continuar a caminhar apesar de. É fazer as pazes com a vida e com os outros, apesar de todos os ses e todos os mas. É seguir sempre em frente, e mesmo que tenhamos medo, acreditamos que nunca nos faltará a  coragem.». Daqui.



Faltou-me a coragem, mas tu estiveste lá. Cambaleei e seguraste as minhas mãos. Chorei e tu apertaste-me contra o teu peito. Mal ou bem tens ficado. O teu abraço é o melhor do meu mundo.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

frágil


Eu não jogo poker. Jogo muito pouca coisa, repito estratégia não é o meu forte. Jogo futebol e mal. Mas se eu com as pessoas sou 'All in', gosto, fico, ajudo, mimo. Devo esperar menos que isso?
Não sei ser menos que inteira. Não é fácil dizer à minha drama queen interior, num dia como hoje, para ter calma. Ela só quer chorar e eu só quero chorar com ela.

Fiquei frágil. Não há maneira de os ventos virarem, de soprarem a meu favor mesmo quando estou no esforço, a fazer o melhor que sei... sopram contra mim. Não aguento mais. Não dá para ser menos frágil. Não consigo ser ágil.






                                                                                                                   Adeus malditos 27!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

tu seguras

O dia da S. aproxima-se. Ela anda nervosa, nós nervosa por ela. Queremos dar-lhe um dia alegre, vê-la feliz e apadrinhar a felicidade que há-de continuar a vir.
Gosto do amor dela, solido e independente.

Eu seguro contigo S. Sei que me poupas a algumas coisas que lá no fundo eu digo que não faz mal, "que tem não saber o que é isso?" Um dia aprendo ou alguém me mostra".

Gosto quando me abraça e me passa a mão na cabeça. Aquela ternura faz-me ter a a sensação que sou pequenina e vou aprender essas coisas do "amor", o que ele tem e que eu ainda não vi.

 Quando o tempo for remendo,
Cada passo um poço fundo
E esta cama em que dormimos
For muralha em que acordamos,
E o meu braço estende a mão que embala o muro.

Quando o espanto for de medo,
O esperado for do mundo
E não for domado o espinho 
Da carne que partilhamos,
Eu seguro.
O sustento é forte quando o intento é puro.

Quando o tempo eu for remindo,
Cada poço eu for tapando
E esta pedra em que dormimos
Já for rocha em que assentamos,
Eu seguro.
Deixo às pedras esse coração tão duro.

Quando o medo for saindo
E do mundo eu for sarando
Dessa herança eu faço o manto 
Em que ambos cicatrizamos 
E seguro.
Não receio o velho agravo que suturo. 

Abraços rotos, lassos,
Por onde escapam nossos votos.
Abraso os ramos secos, 
Afago, a fogo, os embaraços
E seguro,
Alastro essa chama a cada canto escuro.

Quando o tempo for recobro,
Cada passo abraço forte
E o voto que concordámos
É o amor em que acordamos,
Eu seguro:
Finco os dedos e este fruto está maduro.

Quando o espanto for em dobro,
o esperado mais que a morte,
Quando o espinho já sarámos
No corpo que partilhamos,
Eu seguro.
O que então nascer não será prematuro.

Uníssonos no sono,
O mesmo turno e o mesmo dono,
Um leito e nenhum trono.
Mesmo que brote o desabono
Eu seguro,
Que o presente é uma semente do futuro.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

here and now


Queremos o espaço, a nossa vida. Queremos a casa, o nosso canto. 
A casa para mim, descobri-o agora, é mais do que um espaço. É mais que o meu sofá, a minha cama, as minhas contas, o meu fogão. A casa é isso tudo e as pessoas. Essas não estavam lá comigo. 
As pessoas que nos contam coisas, que ficam connosco, que nos ouvem. As pessoas que nos dão alegrias, conselhos, que nos dão nas orelhas. A minha casa e o meu espaço são as minhas pessoas.

Viver sozinho não foi a mais sábia opção, comigo difícilmente é. Salto e fecho os olhos. Não foi pensar com o coração ou com a cabeça, não foi de todo pensar. Foi um passo sem ter em conta o meu pequeno Mundo. Aquele mundo de não saber viver só para mim. Não o sei. Nunca o soube. Gosto de viver para os outros. Gosto muito mais de dar e fazer. Gosto de ouvi rir e ver os outros. Gosto de mim cheia de barulhos dos outros.

Voltei. É isso. Voltei.

Há alguma tristeza. Aquela tristeza do movimento precipitado. A tristeza de ter de dar um passo atrás. A ideia de que errei e iludi-me sobre o que não sou.

O resto que sinto é a serenidade de voltar a casa depois de umas longas férias que já me incomodavam, por não serem excitantes ou felizes. Eram aborrecidas, com alguns momentos calados e sem muito sentido.

Voltei à minha carpete vermelha. Voltei a ter jardim. Voltei ao meu baloiço. 
Voltei para as pessoas que só de me verem sorriem e me fazem sorrir. Assim, simples.