segunda-feira, 30 de abril de 2012

estes dias entupidos

Segunda-feira com um pé no feriado e o outro pé numa constipação que me lava ao nariz um lenço de 30 em 30 segundos... Haaaaaa, maravilhoso ar que respiro (pela boca) de um feriado dedicado a mim que agora sou trabalhadora do tipo verde, em todos os sentidos: novo, tenro e a recibos!
atximmmmmmmmmmm... saúde!


quinta-feira, 26 de abril de 2012

ansiedade, não me deixeis ir!

«Tenho que prender a ansiedade bem dentro do peito, ou perco o controlo e fica tudo desfeito»


quarta-feira, 25 de abril de 2012

tempos sem som

Digamos que, sinto que não sinto mas que deveria sentir certas e determinadas coisas, como o facto de ser 25 de Abril e eu saber que não vi, não lutei nem sei o que significa o lutar contra opressão e a censura. Não sei o que é fugir e estar na fronteira escondida porque falei de mais e a PIDE tem assuntos pendentes comigo...não sei realmente, parece-me tão irreal que parece tudo vindo de um livro (dos bons) as aventuras do meu pai e a sua vida clandestina da época! Só conheço esse sentimento através dos livros e das palavras dos meus pais, da minha avó e dos filmes, relatos de um tempo triste que foi vivido por pessoas tão reais como a nossa família... talvez por essa falta de presença de todas as gerações seguintes que estejamos a viver em águas sinuosas que levam alguns a gritar em modo mute a palavra fascismo... o meu pai diz que o modo mute não tarda ganha contornos de sussurro e que de sussuros passam a motim. Eu cá para mim e para os meus botões não sei não... se continuamos em queda livre sem consciência social vamos embater, é certo! Enquanto que uns apostam que não somos o titanic e vamos continuar à tona, outros afirmam que o iceberg já esteve mais longe...e sim, depois do iceberg veio o motim!
Eu sei que eu não sei o que é sentir esse "salve-se quem puder" e não sei o que é falar em modo mute, digo sempre o que quero mesmo que a seguir me sinta mal com o que disse, mas sei que a esta altura do campeonato era uma humilhação para uma sociedade que vive em modo HD voltar a caminhar em águas de desgraça social... 
O que sei verdadeiramente? Sei que é dia de ouvir Zeca Afonso, de sentir as palavras e de não querer voltar para trás!


segunda-feira, 23 de abril de 2012

e as almas são grandes, eu sei!

Há dias que as hormonas comandam os destinos do dia, o humor do momento e a apatia sentida. A mãe está em crise, deixa-a a estar, mandas a tua boca, até dás o teu ponto de vista mas sem emoção ou convicção, ou seja, mais valia estar calada, ou pomos tudo aquilo que somos quando contamos uma história ou definitivamente o eco das nossas palavras acaba no limiar da nossa boca, é lixo! E não é só a apatia, mas as nuvens brancas da estupidez, a falta de paciência para saber brincar, o querer falar com quem está numa inquietação de dor e desconforto, e nós sabemos, vemos o hábito das cruzadas tornarem-se em silêncios, mas não dá! Não há nada aqui neste 1,64m que esteja ligado ao ser humano, que queira ajudar, que queira opinar ou simplesmente queira fazer mais ou o mesmo que o costume. Há realmente dias assim, sem aquele brilho ou sem brilho nenhum, um cansaço de estar cansado... queria ajudar-vos, dizer-vos que sim, que é uma grande confusão, que eu não entendo mas gosto dos dois, mas sei que não sou eu que vos vou salvar, são vocês a olharem para vocês mesmos e perceberem o que querem do que criaram e deixaram cair ao chão, deixaram cair, choram os cacos e estão indecisos sobre quem os apanha, se vale a pena... O grande e mítico F. Pessoa dizia que tudo vale a pena se a alma não é pequena e eu vivo dessas palavras... ser, ter, sonhar implicam nós estarmos lá com tudo e neste momento vocês são metade daquilo que eu já vi, daquilo que ouvi e sei que existiu... Há dias que remar é tudo menos o desejo do momento, mas vá lá, não baixem os braços, pelo menos hoje, amanhã juro que vou tentar ajudar a levantar o que hoje não sou capaz! Não se encolham, sejam maiores que os medos e as dores ou isto da vida é uma palhaçada!


PS: Juro que não entendo como alguma mulher diz não ter TPM!?! Oh ser sortudo esse!



quinta-feira, 19 de abril de 2012

certo!


pequeno-almoço, momento mítico do dia

O pai e mãe (os meus) chegam à pastelaria, pedem o "costume" e o pai vai buscar o jornal desportivo. Chega o "costume" e o pai começa a comer o "costume" enquanto a mãe lê o desportivo. O pai termina de comer o "costume" a mãe da-lhe o desportivo e começa ela a comer enquanto o pai lê. A mãe acaba o pequeno-almoço o pai vai pagar, a mãe levanta-se. Dizem adeus à Ana e vão à vida deles. A Ana fica mais um pouco e pensa: fogo! Que lindos! Que amores! Que inveja!


quarta-feira, 18 de abril de 2012

sms "entra, já cá estamos"

Não sou uma pessoa matinal, é certo. Não dou pinotes de alegria durante as duas primeiras horas após o fatídico momento de acordar, é verídico. Não sou feliz ao acordar porque quero sempre ficar mais um bocadinho no calor dos cobertores! Acordo assim com uma nuvem gigante sobre a cabeça, não gosto de paleio, de noticias na televisão, nem de ler jornais ou revistas! Gosto de tomar o pequeno-almoço ao passo do caracol sem grandes contratempos. 
Arrisco-me todos os dias, eu sei, desde à uns meses para cá a mostrar a minha fronha de quem comeu e não gostou nada mas nadinha mesmo, porque saio da minha zona de conforto, a minha cozinha, e vou tomar pequeno-almoço à pastelaria mais barulhenta do mundo com os meus pais. Hoje mostrei ao mundo a minha faceta negra da manhã, isto porque como todos os dias, fico sempre sozinha na mesa, os meus pais saem sempre primeiro por causa da fisioterapia da minha mamã. E eu sossegada acabo o meu galãozinho e o pão com manteiga, levanto-me, visto o casaco, dirijo-me à porta. Está uma velhota à minha frente, eu avanço porque ela avançou e....e pumbas ela pára e eu não! Ela deu um passo atrás, calcou-me com o seu sapato de velha de salto quadrado e eu fulminei-a com os meus olhos de demónio matinal! Ela não avançou como eu previ porque foi apenas chamar uma coleguinha velhota também, passo a citar: "ó Julia, anda!"... certamente a minha cara foi tão assustadora que ela olhou-me, vi o pânico espalhar-se na face dela, balbuciou a medo um "desculpe" e moveu-se! Eu saí! 
Saí furiosa! Furiosa e a pensar: se elas fossem modernas um sms resolvia isto e o meu pé estaria intacto e o meu mau humor no bolso e a minha má educação guardada! Viva a evolução!