quarta-feira, 9 de maio de 2012

um lugar ao sol

De janela aberta vejo quase tudo, até há mais luz na sala, mas a chegada do sol leva a fechar as cortinas. Maldito reflexo nos ecrãs, parece uma praga a toca e todos. Pois é sol, brilhas mas do lado de fora,cá dentro a luz artificial das lâmpadas, é soberana! Mas sim, o sol é super bem-vindo, depois de tanta chuva, dias cinzentos, humores distorcidos cobertos a roupa escura de inverno em mês de primavera, ninguém aprecia estar encolhido de frio e sentir o ano avançar, os meses caminharem para dias de mergulhos e risos de maluquices na areia... aahh praia, mar, sol, Gerês e viagens... oh doce ansiar por dias de férias de calorzinho no corpo e actividade social linda e preenchida!

Espero conseguir viajar por Barcelona e Veneza e ver aquelas pessoas que aqueceram o meu coração em meses frios na Bélgica, espero vê-las e sentir o mesmo. Nesses 6 meses criei laços com elas, fortes, acho incrível por me conhecer, como em tão pouco tempo elas se tornaram importantes, eu sou meia desligada... mas sei que mudei em 6 meses, com eles, com a vida que experimentei, vi-me de outra perspectiva, fui audaz e livre... foi bom e fez-me bem!
Ahhhh sol, que belos dias foram, que belas memórias que me aquecem o coração :)


sábado, 5 de maio de 2012

em modo de boring mood

... nestes dias em que ter 25 e estar quase nos 26 sem sombra ou mochila, sem abraço nem calor, sem risos que nos fazem sonhar entre as gargalhadas nem olhares que nos vêem, desejo ser menos eu e ser mais alguém para não me sentir assim, a meio gás, sem terra prometida... a terra prometida é uma coisa importante. É lá que queremos ser como os outros, com o quintal e o cão e todas aquelas coisas que parecem fáceis para os outros e pedras nos sapatos apertados que calçamos todos os dias, para nós ou para mim.... bolas! Aquela felicidade da metade da laranja é ruim de a ver no meu caminho, sinto que me fogem das mãos esses acontecimentos que me fazem chorar no cinema! Disseram-me uma vez que anseio demais esse desenrolar, mas eu não sinto que anseio mais do que qualquer outra pessoa... tudo a seu tempo (quase que consigo ouvir alguém sabichão, de vida estabilizada no momento, pffffff boring!) e sim eu sei, eu sei que não podemos andar sempre de roda no ar, de dentes de fora com ecos de alegria, mas também estar no escuro e não ver essa porcaria de terra que nos atormenta é chato, deprimente e pouco animador... nunca quis ser alguém que vive em prol de trabalho e carreira e essas coisas que não vejo como fim, mas receio ter vestido essa farda... boring!

                                                                                        "I'm not really like this, I'm probably plightless"


sexta-feira, 4 de maio de 2012

um pé na sexta outro no sofá

Chuva.. chuva, cinzento... cinzento, garrafa do chá (a minha)... chá, quentinho... quentinho, sofá... sofá, fim-de-semana.. fim-de-semana, filmes e música :) 

Em boa verdade (como se costuma dizer por aí) queria dar um pulinho à queima do Porto, mas digamos que o tempo aconselha ficar quentinho e sequinho... e já diz a minha mãe que o tempo é bom conselheiro! 


... e pronto, é isso e aquilo e by the way, tenho saudades deles: 




terça-feira, 1 de maio de 2012

vento norte

Hoje fui ver o mar, sentei na areia, fiz uma tartaruga, desenhei carinhas e vi o meu sobrinho correr de alegria por ver a "aqua gande". A praia do Cabedelo de Viana é o meu ponto de referência de qualquer avaliação que faça a outra praia... foi ali que passei férias até aos meus 12 anos, é ali que sorrio sempre que a olho, é a minha praia, a praia dos meus irmãos, a praia da família e dos amigos. É tão intrínseca a todos, que mesmo os meus irmão levam para lá os filhos e fazem-nos gostar dela, com as mesmas brincadeiras que nos fizeram apaixonar por aquele sitio de céu muito azul, de horizonte branco, de areia fina e vento norte que nós faz encolher em dias de frio. 
Depois de umas corridas e de ter areia em todo o lado fomos ao mítico aquário, o bar que sempre existiu, sempre nos mesmos contornos... toda a logística do bar (surfista) continua igual, foram variando ao longo dos anos as mesas, já foram redondas, já foram em vidro, já foram em madeira e agora são brancas, como os barcos... está acolhedor como sempre, ficamos quentinhos lá dentro!
É tão bom saber que crescemos de sorriso em sorriso, dá tanto conforto! Essa felicidade dá-nos algumas bases para sabermos querer ser felizes, mas também alimenta essa sede de lá chegar e ás vezes atropelamos algumas coisas com o intuito de lá chegar mais depressa e pumbas, caímos pelo caminho e não chegamos lá, e depois tudo parece que nos cai em cima de tal forma que ficamos com amolgadelas para sempre, e para sempre é muito tempo.
Mas também temos de ter amolgadelas para saber que existimos, para o bem e para o mal... ai Viana, parecia tudo bem mais límpido como os ares de Inverno ensolarado.. mas, afinal havia outra!