sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Lucky man
Preocupa-me que os dias passem rápido de mais. Que a noites me fujam. Que a o sol de Março me cegue. Que a luz verde deixe de iluminar o sono.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
'Cause we're lovers, and that is a fact'
Não há forma de dar volta a isto. Acho que já falamos de tudo. Ou de quase tudo. Acho que já nos abordamos com desculpas esfarrapadas. Com desculpas válidas. Porque tínhamos vontade. Porque não queríamos admitir que tínhamos vontade.
É na clandestinidade de sermos amigos à nossa própria maneira. Somos cúmplices sem cumplicidade. Somos íntimos sem intimidade. Somos amigos sem amizade.
Já te tentei reconquistar. Não deixaste. Fugi. Vieste atrás.
Só queres conversar. Confessar os teus medos. Partilhar os teus gostos. Ajudar-me nas dúvidas. Afirmares as minhas certezas. Já não te quero sem ser assim. Com tudo e sem nada.
Não me causas estranheza. Nem tristezas. Nem felicidade.
Não existes. Não és palpável. Mas estás presente. Quase todos os dias.
Não há forma de dar volta a isto.
É na clandestinidade de sermos amigos à nossa própria maneira. Somos cúmplices sem cumplicidade. Somos íntimos sem intimidade. Somos amigos sem amizade.
Já te tentei reconquistar. Não deixaste. Fugi. Vieste atrás.
Só queres conversar. Confessar os teus medos. Partilhar os teus gostos. Ajudar-me nas dúvidas. Afirmares as minhas certezas. Já não te quero sem ser assim. Com tudo e sem nada.
Não me causas estranheza. Nem tristezas. Nem felicidade.
Não existes. Não és palpável. Mas estás presente. Quase todos os dias.
Não há forma de dar volta a isto.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
So, I'm back
I'm back!
Passou-se o ano. Viraram-se páginas. A passagem do ano é um marco. Faz-nos querer renovar.
Eu cá gosto de pensar que a minha passagem de ano verdadeira é no meu aniversário. Esta é menos importante e trás sempre com ela alguma pressão. Mas também é uma lufada de ar fresco. Faço a minha viagem do Caminho de Voltar.
Foi nesse caminho. Vi-te. Vi-te melhor que nunca. Brincamos com as personalidades de cada um. Eu puxo e tu ainda puxas mais a corda. Tentamos sempre encontrar os nossos pontos fortes e os nossos pontos fracos em discussões aleatórias. Tu tentas mostrar sempre o lado duro da vida. Eu prefiro sempre pinta-lo de rosa.
Reencontrar-te em cada ano é reconfortante.
Levaste a namorada e uns amigos. Eu levei o R. Não fizeram diferença. Não senti medos de a viagem não correr bem. Corre bem sempre entre nós, mesmo que os outros sejam pouco dinâmicos ou divertidos. Sabemos-nos melhor. As energias do universo conspiram sempre a nosso favor 4 dias por ano, dizes tu.
Trouxe perspectiva. Alguns desejos escondidos. Alguma vontade de mudar. Trouxe vontades!
Trouxe o coração mais são e a mente mais aberta.
Passou-se o ano. Viraram-se páginas. A passagem do ano é um marco. Faz-nos querer renovar.
Eu cá gosto de pensar que a minha passagem de ano verdadeira é no meu aniversário. Esta é menos importante e trás sempre com ela alguma pressão. Mas também é uma lufada de ar fresco. Faço a minha viagem do Caminho de Voltar.
Foi nesse caminho. Vi-te. Vi-te melhor que nunca. Brincamos com as personalidades de cada um. Eu puxo e tu ainda puxas mais a corda. Tentamos sempre encontrar os nossos pontos fortes e os nossos pontos fracos em discussões aleatórias. Tu tentas mostrar sempre o lado duro da vida. Eu prefiro sempre pinta-lo de rosa.
Reencontrar-te em cada ano é reconfortante.
Levaste a namorada e uns amigos. Eu levei o R. Não fizeram diferença. Não senti medos de a viagem não correr bem. Corre bem sempre entre nós, mesmo que os outros sejam pouco dinâmicos ou divertidos. Sabemos-nos melhor. As energias do universo conspiram sempre a nosso favor 4 dias por ano, dizes tu.
Trouxe perspectiva. Alguns desejos escondidos. Alguma vontade de mudar. Trouxe vontades!
Trouxe o coração mais são e a mente mais aberta.
PS: Roma é perfeita para ser cúmplice.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
i made peace with myself
"Não vale a pena". "Tens de deixar que isso te incomode."
"E se incomodar só porque tu queres que incomode?" "Como se fosse uma forma de te agarrares ao último suspiro?" (odeio a minha consciência!)
Não consciência, não era essa a minha intenção. Fiz-lo enquanto dormias!? E como faço para deixar que me incomode?
Let it happen...
Apenas deixo!
Pensei sobre isso no fim-de-semana.
É de facto bem mais simples que guardar rancor.
Deixo.
Não me incomoda mais... deal with it.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
histórias de pernas para o ar
Por estes dias chovem-me histórias de finais pouco felizes. Olhares vazios. Mãos tremulas. Fico desconcertada com a tristeza dos meus. Faz-me espécie na pele. Fico mole e com uma vontade de baixar o muro que ergui. Fico carente. Fico sozinha nos meus pensamentos. Assombra-me o silêncio.
Foram meses a construí-lo. Tijolo a tijolo. Tive de me desligar e distanciar. Quando essas histórias chegam até mim consigo-me ver através do muro: Lá. De olhos bem abertos e assustados. Braços ao longo do corpo com os ombros descaídos. Cabelo cumprido e sem brilho. De vestido vermelho e sabrinas sujas nas pontas. Pequena. A criança que há em mim olhar o muro.
Construí! Está construído!
Às vezes penso em baixa-lo uns centímetros. Baixar as armas só um niquinho. Depois sacudo a cabeça e (re)lembro-me porque o construí. O quanto me doeu a alma.
Sou de perdão fácil. E assim que me permitir a perdoar fico exposta. E volto a sorrir de coração desprotegido.
(re)Lembro-me que não tenho vontade (e força) para colocar tijolo por tijolo novamente. Empilhar tudo outra vez. Queimar o restolho e esperar que passe. De sabrinas sujas nas pontas. De vestido vermelho. Olhos bem abertos e braços cansados.
Construí! Está construído!
A B. reparou. Acho que ninguém me vê tão bem. Sou transparente aos olhos dela.
Menti-lhe quando me perguntou se estava tudo bem. Não consigo falar. Tenho silêncios.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
virei chacota
Virei chacota fácil nas conversas de café das minhas amigas. Sim são minhas amigas de verdade. Porque se riem de mim? Porque eu deixo e também aproveito para me rir de mim mesma, acho saudável. Sou isto! Rio-me de ser emocionalmente recalcada. Tive sempre azar com os namorados. Enganaram-me ou ... enganaram-me. Por isto e mais alguns motivos moralista (incutidos durante o meu crescimento), há mais de 1 ano, já a caminho de 2, que não me interesso por ninguém. Na minha opinião eles, os hómes não me caem no prato como elas o dão a entender. Em boa verdade não é porque não os ache pessoas interessantes... e esporadicamente troco farpas ou olhares mas no momento da verdade não estou lá. Fico ausente no meu próprio corpo (quando de facto chego aparecer). O mais estranho nisto tudo é que estou bem e feliz e recomendo-me como um analgésico dos bons!
"... acabe com a cefaleia, tome os audiogésicos da Doutora Ana Correia"
"... acabe com a cefaleia, tome os audiogésicos da Doutora Ana Correia"
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