quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Don't chase people.

Vim aqui várias vezes e nada me fluiu. Nada de concreto, que consiga expressar. Há uma certa ansiedade/ negação. Há decepção. Uma lágrima fácil. Uma irritação mais acentuada. Sinto-me um desenho-animado que anda ás voltas e ás voltas no mesmo sítio: eventualmente o chão cede ou eu canso-me.

Tenho precisado de sonhar acordada para me sentir confortável nos dias que passam por mim. Sinto o cheiro de alguma instabilidade que não tinha. 
Depois de respirar, a ansiedade dá um passo atrás... e ponho na minha mente a parte boa. As amizades que ficam, que são minhas e me fazem tão bem. Pessoas que vamos descobrindo que se vão descobrindo connosco e eu com elas. Como banda sonora dos nossos dias. Ficam, fazem-nos rir, aconchegam e aquecem-nos o coração.

E nos pratos da balança que vão oscilando, os dias vão passando. Uns dias quentes. De risos altos e óculos de sol. Dias frios. De filmes e pipocas. 
Eu sou Balança com ascendente em Balança. E mesmo acreditando uns mera 0.0001% nisto, na chamada astrologia, acho que os pratos das minha balança tem um limite de detecção perto dos 5-20 MHz... tudo me faz vibrar. É uma chatisse e uma canseira. 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Brooklyn... broke me nothing

Acabei de ver Brooklyn. Acabei com as minhas unhas. Tudo roído. Queria que ela tivesse ficado com o Irlandês. Creio que não entendo nada do Amor e roí as unhas por isso. Não mexeu miseravelmente comigo. Não fez mossa. Mas é bonito. Ela é bonita. Ela carrega uma força incrível nos olhos de menina.
Mas... Brooklyn... broke me nothing!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

"Dlim, dlão, cabeça de cão, orelhas de burro no teu coração."

Quando a nuvem cinzenta da insatisfação paira sobre a minha cabeça, deixa-me os olhos semicerrados. Imprime em mim um botox temporário, também designado por tromba. E cala-me o humor.

Depois existem as pedras no sapato da vida. E as esperanças do mundo do cinema. Que também são pedras nos sapatos nos dias mais crus. 

E o pior de tudo são as mentiras que dizemos. Está tudo bem! Ás vezes é uma mentira tão grande que sinto os narizes a baterem uns nos outros de tanto que crescem. 
Talvez o calor venha aquecer-me o coração e as vontades. Hoje. Hoje ficava num baloiço a fumar um cigarro e a ouvir música melancólica.  


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

common people

Ás vezes acho que isto só a mim. Não há monotonia na minha vida, é certo! Não há normalidade. Não há um padrão. É como se o universo tivesse a necessidade de fazer de mim a  experiência piloto, do mundo que me envolve.

Chega a ser engraçado como a situação é sempre fora do comum. Está escrito nas estrelas: Tu não serás ordinária! (certamente!)

"younger men vs uneducated man" . 

Não, não aconteceu nada de mais. Uma troca de olhares com um, uns beijinhos da Disney com o outro.
Não não há compromisso. Não vai haver. Foi um acaso. Mas...
Mas o engraçado é que podia cruzar-me com o cliché. Um rapaz da minha idade. Engenheiro/Professor. Engomado. Usar ténis. Gostar de cinema. Livros. De música indie. #sóquenão
Não. Estão todos ocupados ou não existem.

Pré-conceito?!?
Sim, existe preconceito da minha parte.
Sim claro!  Não posso negar que 6 anos de diferença não me incomodam. Incomodam! E não posso negar que pronunciar mal 3 palavras numa frase de 6 me dê comichão.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Lucky man

Preocupa-me que os dias passem rápido de mais. Que a noites me fujam. Que a o sol de Março me cegue. Que a luz verde deixe de iluminar o sono.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

'Cause we're lovers, and that is a fact'

Não há forma de dar volta a isto. Acho que já falamos de tudo. Ou de quase tudo. Acho que já nos abordamos com desculpas esfarrapadas. Com desculpas válidas. Porque tínhamos vontade. Porque não queríamos admitir que tínhamos vontade.
É na clandestinidade de sermos amigos à nossa própria maneira. Somos cúmplices sem cumplicidade. Somos íntimos sem intimidade. Somos amigos sem amizade.
Já te tentei reconquistar. Não deixaste. Fugi. Vieste atrás.
Só queres conversar. Confessar os teus medos. Partilhar os teus gostos. Ajudar-me nas dúvidas. Afirmares as minhas certezas. Já não te quero sem ser assim. Com tudo e sem nada.
Não me causas estranheza. Nem tristezas. Nem felicidade.
Não existes. Não és palpável. Mas estás presente. Quase todos os dias.
Não há forma de dar volta a isto.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

So, I'm back

I'm back!
Passou-se o ano. Viraram-se páginas. A passagem do ano é um marco. Faz-nos querer renovar.
Eu cá gosto de pensar que a minha passagem de ano verdadeira é no meu aniversário. Esta é menos importante e trás sempre com ela alguma pressão. Mas também é uma lufada de ar fresco. Faço a minha viagem do Caminho de Voltar.
Foi nesse caminho. Vi-te. Vi-te melhor que nunca. Brincamos com as personalidades de cada um. Eu puxo e tu ainda puxas mais a corda. Tentamos sempre encontrar os nossos pontos fortes e os nossos pontos fracos em discussões aleatórias. Tu tentas mostrar sempre o lado duro da vida. Eu prefiro sempre pinta-lo de rosa.
Reencontrar-te em cada ano é reconfortante.
Levaste a namorada e uns amigos. Eu levei o R. Não fizeram diferença. Não senti medos de a viagem não correr bem. Corre bem sempre entre nós, mesmo que os outros sejam pouco dinâmicos ou divertidos. Sabemos-nos melhor. As energias do universo conspiram sempre a nosso favor 4 dias por ano, dizes tu.
Trouxe perspectiva. Alguns desejos escondidos. Alguma vontade de mudar. Trouxe vontades!
Trouxe o coração mais são e a mente mais aberta.
PS: Roma é perfeita para ser cúmplice.